quinta-feira, 14 de maio de 2009

Como reconhecer o começo ?

O reconhecimento precoce da esquizofrenia é uma tarefa difícil porque nenhuma das alterações é exclusiva da esquizofrenia incipiente essas alterações são comuns a outras enfermidades, e também a comportamentos socialmente desviantes mas psicologicamente normais. Diagnosticar precocemente uma insuficiência cardíaca pode salvar uma vida, já no caso da esquizofrenia a única vantagem do diagnóstico precoce é poder começar logo um tratamento, o que por si não implica em recuperação. O diagnóstico precoce é melhor do que o diagnóstico tardio, pois tardiamente muito sofrimento já foi imposto ao paciente e à sua família, coisa que talvez o tratamento precoce evite. O diagnóstico é uma tarefa exclusiva do psiquiatra, mas se os pais não desconfiam de que uma consulta com este especialista é necessária nada poderá ser feito até que a situação piore e a busca do profissional seja irremediável. Qualquer pessoa está sujeita a ter esquizofrenia, a maioria dos casos não apresenta nenhuma história de parentes com a doença na família.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Sintomas Positivos



Os sintomas positivos estão presentes com maior visibilidade na fase aguda da doença e são as perturbações mentais "muito fora" do normal, como que “acrescentadas” às funções psicológicas do indivíduo.


Desta forma, estes sintomas podem ser:


Alucinações: este sintoma evidencia-se com a percepção de qualquer coisa que, na realidade, não existe. O exemplo mais comum de alucinação é a alucinação auditiva, devido à qual o doente ouve vozes que, na realidade, não existem e que, por isso, as outras pessoas não ouvem.

Delírios: são falsas convicções das quais o doente está seguro, pelo que convencê-lo do contrário é impossível.

Comportamento bizarro: manifesta-se sob a forma de um comportamento extravagante ou agressivo no confronto com situações que o doente não consegue enfrentar de outro modo.

Dissociação do pensamento: na prática, é a distorção da forma de pensamento, como a tendência para construir frases incompreensíveis, inventar palavras inexistentes.

quinta-feira, 19 de março de 2009

quinta-feira, 12 de março de 2009

Sintomas negativos



Mais do que de sintomas, deve falar-se de perda de sentimentos e emoções, visto que o doente não reage aos acontecimentos que deveriam perturbá-lo e não experimenta as emoções que outras pessoas em determinadas circunstâncias experimentam.

O comportamento, torna-se privado de criatividade e espontaneidade ou seja desconexado, dado que, o esquizofrénico começa a manifestar-se.

As relações sociais do doente também diminuem, e a afectividade torna-se menos marcada ou visível.


Assim sendo, denotamos no doente as seguintes situações:

Falta de emoções
Isolamento
Dificuldade de concentração
Apatia, ou estado de total indiferença e desinteresse face a qualquer tipo de estímulo.

Contexto social

Um doente esquizofrénico apesar das suas fragilidades, pode encontrar o seu espaço na sociedade através da reinserção dos mesmos nas/os:

»»
Oficinas de formação profissional;
»» Cursos de formação;
»» Programas temporários de inserção laboral em empresas públicas ou privadas
(bolsas de estudo, estágios, etc.);
»» Inserção em cooperativas sociais.

PAPEL DA FAMILIA



Para o doente esquizofrénico, a família deve ser um aliado do médico no tratamento da sua doença, pois a atitude dos familiares influencia a evolução da doença quase tanto como os fármacos, devendo ser flexível e paciente e adequando-se continuamente às diferentes fases da doença do esquizofrénico.

Mas isso só é conseguido se os familiares do doente receberem uma plena informação sobre a esquizofrenia que lhes permita melhorar a gestão do stress que deriva do facto de ter em casa um doente deste tipo.



O Curso e a Evolução da Esquizofrenia Enquanto Doença



A esquizofrenia é uma doença extremamente grave pois afecta as emoções, o pensamento, as percepções e o comportamento do indivíduo. No entanto a gravidade da esquizofrenia enquanto doença não está tanto no seu diagnóstico, mas no curso da mesma.
O curso da esquizofrenia é variável, Alguns pacientes recuperam-se totalmente, outros têm recorrências sem piora ou apresentam uma piora progressiva e a consequente cronificação.
Algumas características no início da doença são indicadoras de mau prognóstico, como ausência de factor desencadeante, ausência de sintomas afectivos, início insidioso, personalidade pré-mórbida alterada, isolamento social prévio, baixo desempenho educacional, pior ajustamento social, baixa classe social e presença de sintomas negativos. Em geral, quanto mais factores destes estão presentes, mais provavelmente a esquizofrenia terá um curso com deterioração progressiva. Em mulheres, o curso geralmente é mais benigno, com menos hospitalizações e melhor prognóstico. Um possível factor para explicar essas características da esquizofrenia no sexo feminino seriam os esterógenios, os quais atcuariam como protetores naturais.

No entanto existem dois motivos básicos que justificam a falta de segurança sobre o curso da esquizofrenia:


1- Falta de critérios uniformes nas pesquisas passadas sobre o assunto.
2- Dificuldade no acompanhamento ao longo de vários anos de um grupo grande de pacientes. As pesquisas precisam de ilustrar-nos se o que estamos a diagnosticar é uma doença com vários cursos naturais ou se são na verdade várias doenças cada qual com seu curso próprio.